Mato Grosso do Sul tem hoje uma das arrobas mais baixas do país. Dados da Scott Consultoria mostram que enquanto a arroba do boi gordo é comercializada a R$ 142 no Estado, em São Paulo o preço médio está acima dos R$ 157. Valorizar o produtor, reduzir os custos e consequentemente aumentar a rentabilidade, são alguns dos desafios debatidos durante a 8ª edição do Confinar, evento que se estende até esta quarta-feira (24).
“São necessárias alternativas para tornar os valores equivalentes aos demais Estados, levando em conta que Mato Grosso do Sul produz uma das melhores proteínas do mundo”, sinaliza o vice-presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho, ao citar as tratativas da entidade com as unidades frigoríficas da região.

Durante o Confinar, Adolfo Fontes, analista da Rabobank apontou a gestão como alternativa para minimizar os impactos em momentos de desvalorização da proteína vermelha, e ainda fez análise dos mercados internos e externos. “Planejamento é fundamental para quem quer produzir e ter bons resultados. Ter controle e gestão de riscos ajuda a antecipar situações e prever melhor os resultados”.

Representando o Governo do Estado, o superintendente da Semagro, Rogério Beretta, destacou a persistência dos organizadores do Confinar, que enchem auditórios para debater assuntos tão importantes para o Estado e citou estratégias para aumento da rentabilidade. “O Governo do Estado tem na atividade pecuária de MS uma referência quando sai daqui, por isso buscamos mais sustentabilidade e produtividade. Completamos em fevereiro 2 anos da reformulação do Precoce MS, com 1.600 propriedades cadastradas, 15 frigoríficos e 1,2 milhão de animais abatidos com índice de 84% de aprovação. São resultados extremamente satisfatórios e não para por aí, temos mais projetos bons encaminhados”.

Durante o primeiro dia do Confinar o Chefe Geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, tratou da atribuição, ocupação e uso das terras no Brasil: a sustentabilidade da pecuária nacional. Para ele, a pirâmide formada por sustentabilidade, tecnologia e produtividade é essencial para o avanço do mercado.

O Confinar continua com programação técnica, voltada para pecuaristas de MS e diversos outros estados e países. “O evento foi concebido para levar informação de qualidade ao produtor rural e para que ele possa aplicar no campo, então todo o evento e as palestras são pensadas com esse intuito. Temos muito para melhorar em nossa atividade, mas precisamos participar, de forma engajada e o meu pedido é para que todos participem e contribuam para o setor”, afirma Rodrigo Spengler, organizador do evento e diretor da BeefTec.

Durante a abertura o presidente da Famasul, Maurício Saito, destacou que compartilhar conhecimento é essencial para ter mais efetividade e produtividade. “Temos a responsabilidade de não pensar só na nossa cadeia produtiva, mas em toda a sociedade”, destacou.

O Confinar é um dos maiores encontros da pecuária, e acontece nos dias 23 e 24 de abril no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, em Campo Grande.

 

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